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Nação | Saiba Mais – Museu de Percurso do Negro Parte 1

Conheça o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre

Veja aqui:

>> Um museu a céu aberto
>> A invisibilidade do negro e o mito do gaúcho
>> Os caminhos do negro em Porto Alegre
>> Censo da população no RS em 1814
>> Assista aqui ao programa na íntegra

Um museu a céu aberto

A colonização europeia, associada à construção do estereótipo do gaúcho, relegou ao esquecimento a importante contribuição negra para a formação da identidade do Rio Grande do Sul. O Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre é um projeto coletivo de historiadores, ativistas sociais e artistas plásticos que vem retomando essa história. É um museu a céu aberto no Centro Histórico de Porto Alegre que pode ser percorrido a pé ou de bicicleta como fez nossa apresentadora, Fernanda Carvalho, nos dois programas do Nação dedicados ao tema (Museu de Percurso do Negro 1ª parte e 2ª parte).

Mapa do Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre
www.museudepercursodonegroemportoalegre.blogspot.com.br
Entidades participantes do museu: Grupo de Trabalho Angola Janga · Associação Cultural Quilombo do Areal · Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombos – IACOREQ · Associação dos Amigos do Bairro Cidade Baixa e Arredores – MOCAMBO · Congregação em Defesa das Religiões Afrobrasileiras – CEDRAB RS.

 

A invisibilidade do negro e o mito do gaúcho 

No vídeo abaixo, o historiador Pedro Vargas fala sobre como o mito do gaúcho contribuiu para a invisibilidade do negro na construção da imagem do Estado.
Este é um trecho estendido da entrevista do historiador à jornalista Fernanda Carvalho para o programa Nação sobre o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre (parte 1 ) exibido pela TVE em 22 de maio de 2015.

 

Os caminhos do negro em Porto Alegre

“A Porto Alegre dos séculos XVIII e XIX tinha um grande número de negros escravizados, chamados escravos de ganho, que misturados aos negros libertos, a fugitivos e quilombolas, transitavam pelas ruas da Capital. Estes negros estabeleceram vários roteiros e pontos de sociabilidade, de encontros , onde trocavam informações e projetavam a sua cultura. Entre estes pontos podemos destacar as antigas fontes que abasteciam a população de água (carregada por escravos negros), o antigo cais do porto, onde hoje é a Praça da Alfândega, pontos de venda como o Mercado Público, igrejas como a do Rosário, e ainda pontos relacionados a roteiros de punição, como era o Largo da Forca, nas proximidades da atual Praça Brigadeiro Sampaio (antiga Praça da Harmonia), ou ainda o pelourinho municipal, nas cercanias da Igreja das Dores. A estes locais citados se juntam representações contemporâneas do espaço urbano, como é o caso da Esquina Democrática, ou melhor, Esquina do Zaire, para o movimento negro, e o largo Zumbi dos Palmares, entre outros. Parte da representação da cultura negra ainda se constitui de roteiros ou percursos como, por exemplo, o roteiro de artistas negros que era liderado pelo poeta Oliveira Silveira, alguns roteiros realizados por grupos religiosos negros, entre outros. Ou seja, a prática de realizar percursos, pode-se dizer, é uma característica de expressão e constituição da identidade negra em Porto Alegre.”

Pedro Vargas
(Trecho do livro Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, 2010)

 

Censo da população do Rio Grande do Sul em 1814

O Censo de 1814 mostra que o número de negros (livres ou escravos), nesta época, chega a ser superior ao de brancos em algumas cidades do Estado como Porto Alegre, Pelotas e Piratini. A tabela abaixo faz parte do livro “Pelotas: Escravidão e Charqueadas(1780 – 1888)”, de Jorge Euzébio Assumpção.

Assista aqui ao programa na íntegra




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