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Nação | Saiba Mais – Tamborada

A Tamborada e o maçambique

Veja aqui:

 

>> O tambor tá batendo
>> Kako Xavier
>> O Maçambique não se cala!
>> Exposição Virtual: Maçambique de Osório
>> Assista ao programa Nação – show Tamborada na íntegra

O tambor tá batendo

Este vídeo é um conteúdo extra do show do grupo Tamborada exibido pelo programa Nação da TVE-RS com duas músicas do espetáculo: “O Tambor Tá Batendo” que faz parte da tradição do maçambique e “Tira o Pé do Chão” de autoria de Kako Xavier e Ivo Ladislau.

No dia 26 de junho de 2015 o Nação mostrou o mais recente espetáculo deste grupo musical que fala das origens do povo negro gaúcho. O show apresentado no Acorde Brasileiro traz de forma inédita o encontro dos tambores de maçambique com a gaita, o cavaco, a viola, o tambor de sopapo, as vozes e ainda conta com as dançantes, elementos que identificam diferentes manifestações no Rio Grande do Sul. No repertório músicas autorais, releituras de clássicos da música da região sul do Brasil e homenagens a importantes autores. Direção Musical do artista Kako Xavier.

*Sopapo:é um tambor afro-gaúcho, feito originalmente com casca de árvore e couro de cavalo. Foi inventado pelos escravizados que trabalhavam nas charqueadas, na região de Pelotas, sul do Brasil. Há registros que datam seu uso desde 1826.
Para saber mais sobre o grupo Tamborada: facebook.com/KakoXavierOartista.

 

Kako Xavier

O Projeto Tamborada foi criado em 2009 por Kako Xavier e tem como base a cadência dos tambores do sul. O artista, reconhecido por inserir o ritmo praieiro na cultura regional do Rio Grande do Sul, é também um dos mais premiados nos festivais do estado, vencedor de festivais como Musicanto (três vezes), Moenda, Reponte, Coxilha Negra, Califórnia, Canto da Lagoa, Coxilha e Tafona.

No primeiro CD, “PAGAPRAVÊ” (RGE/1995), aparecem os primeiros registros da música afro no RS.No segundo trabalho “BALANÇO DOIDO” (independente), Kako Xavier faz uma fusão da música pop com os ritmos de maçambique, quiqumbís e praieiro. O resultado é o encontro de um naipe de tambores com um naipe de metais mais a gaita ponto de Renato Borghetti e o Acordeon de Luiz Carlos Borges. O terceiro, “SERVIÇOS LEVES”, apresenta gravações das músicas compostas pelo artista em um período mais pop. O quarto e mais recente álbum , “MINHA PRAIA”, é fruto da premiação no Projeto Pixinguinha – Prêmio Produção – realizado pela Funarte (Fundação Nacional das Artes),indicado ao “Melhor CD do Ano” e “Melhor Cantor do Ano”, no Prêmio Açorianos de Música – POA/RS. Além de conquistar o “Melhor CD do Ano” no Prêmio Brasil Sul em 2013.

Atualmente Kako Xavier administra seu novo projeto, A CASA DO TAMBOR, espaço de arte na Praia do Laranjal na cidade de Pelotas/RS. É idealizador, diretor artístico e musical dos projetos Bailão Cultural, Tamborada e Rio Grande Negro do Sul. E está preparando um novo CD com lançamento previsto para o final de 2015 em comemoração a seus 20 anos de carreira.  (informações do site www.kakoxavier.com)

Para saber mais sobre Kako Xavier: www.kakoxavier.com e facebook.com/blakako

 

O Maçambique não se cala!

Maçambique

Exposição “Maçambique de Osório”/Fotografia: Wagner Innocencio Cardoso

O maçambique é um ritual afro-católico, cujas características performáticas de matriz africana são, historicamente transmitidas pelos africanos, em geral de origem banto, e de seus descendentes em terras brasileiras. Ao longo dos anos, os rituais do maçambique vêm sendo reinventados, em termos culturais, assim como seus signos, símbolos, visão de mundo, costumes, saberes, fazeres e valores, sobretudo pelos negros do quilombo de Morro Alto, em Máquiné, e daqueles que seguiram uma diáspora regional migrando para o contexto urbano de Osório.

(…)Cumprindo, a cada ano, a obrigação do primeiro negro festeiro, libertado por Nossa Senhora do Rosário dos suplícios sofridos durante o período do cativeiro, ao receber de um mensageiro o comunicado de que fora convidado para realizar a primeira Festa do Rosário para a Santa. (…)

Seguem sempre adiante os maçambiqueiros, cada qual com seu gingado pessoal e singular, cujas atitudes sacrificiais com os pés descalços, dançam e cantam excessivamente, invocando e exaltando antigos espíritos guerreiros africanos e heróis negros afro-brasileiros, mas sobretudo almejando paz e amor na terra para toda a humanidade, em súplica feita à Nossa Senhora do Rosário, protagonizada pelo chefe do tambor de maçambique, tamboreiros e dançantes.(…)

O grupo, terno ou congada de maçambique, constitui uma Irmandade mediada pelos vitalícios Reis do Maçambique, Rainha Ginga Severina Maria Dias e Rei de Congo Sebastião Antônio, que asseguram a união entre o passado e presente, garantindo no futuro a permanência dessa cultura e seus respectivos rituais, herdados dos africanos e negros brasileiros. Fundam territórios negros, múltiplas diásporas em constante diálogo com a história africana, com a sociedade e cultura brasileira, de modo a afirmar os valores civilizatórios de matriz afro-brasileira. “O Maçambique não se cala!,na batida do tambor e do machacá!”

Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior
Antropólogo
(trechos de texto publicado no catálogo da exposição virtual “Maçambique de Osório”do Museu da UFRGS)

Para saber mais sobre o Maçambique leia:
Maçambique de Osório – entre a devoção e o espetáculo: não se cala na batida do tambor e da maçaquaia”, Tese de Doutorado em Antropolocia Social-UFRGS(2006) de Iosvaldyr Bittencourt.

 

Exposição Virtual: Maçambique de Osório

A exposicão “Maçambique de Osório” do Museu da UFRGS apresenta textos de vários autores sobre o tema e fotos de Wagner Innocencio Cardoso. Acesse aqui o catálogo virtual da exposição.

Assista aqui ao programa na íntegra




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