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Nação | Saiba mais – Massacre de Porongos

Massacre de Porongos

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Apresentação Foto Juremir Machado Foto Euzébio Assumpção Ilustração Bento Gonçalves
Apresentação Entrevista com Juremir Machado da Silva (na íntegra) Entrevista com Euzébio Assumpção (na íntegra) Conheça os personagens citados pelos historiadores

 

Carta de Porongos Livros Ilustrações Programa
Carta de Porongos Livros e filme Ilustrações Assista o programa na íntegra

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O Massacre de Porongos

O Nação volta a 20 de setembro de 1835 quando começou, no Rio Grande do Sul, o confronto armado mais importante da história do Estado. Comemorada até hoje, a Guerra dos Farrapos, também conhecida por Revolução Farroupilha, colocou de um lado os grandes e poderosos estancieiros gaúchos e do outro o império. Mas, a guerra que adquiriu até um caráter separatista, teve um capítulo que ainda hoje é polêmico e, porque não dizer, ignorado: A batalha de Porongos.

Em novembro de 1844 a guerra estava perto do fim, mas uma questão permanecia sem solução: o que fazer com aqueles negros que por dez anos lutaram ao lado dos farroupilhas? O império não aceitava a libertação destes negros.

É neste contexto que acontece o massacre dos negros em Porongos. No acampamento da curva do arroio Porongos, atual município de Pinheiro Machado, o coronel Teixeira Nunes e seu corpo de Lanceiros Negros descansavam. Sob as ordens do líder farroupilha David Canabarro, todo o cartuchame foi retirado dos soldados. E assim sem armas de fogo para se defender,estes negros foram atacados pelas tropas do império comandadas por Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. Muitos foram mortos e os sobreviventes foram novamente escravizados e enviados para o Rio de Janeiro.

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Entrevista com Juremir Machado da Silva

O passado não pode ser mudado, mas a história que se conta sobre este passado vai ganhando ao longo do tempo novas revelações. Graças ao trabalho de historiadores como Moacyr Flores, Juremir Machado da Silva, Euzébio Assumpção e tantos outros, as verdades sonegadas pela história oficial são trazidas à tona.

O programa Nação sobre o Massacre de Porongos, exibido pela TVE e TV Brasil em outubro deste ano, dá voz a estes historiadores. Nesta página você vai poder ver na íntegra as entrevistas com Euzébio Assumpção e Juremir Machado da Silva. Todo este material foi divido em 6 vídeos e em cada um destacamos alguns trechos que podem ser úteis para a localização dos temas abordados. E logo abaixo você encontra um breve resumo sobre os principais personagens citados pelos historiadores.

1. O Massacre de Porongos no contexto da Guerra dos Farrapos

“Os farroupilhas se dividiram. Uma parte aceitou entregá-los, como de fato acabaram fazendo. Outra parte resistia um pouco,(…) inclusive pelo medo de uma rebelião. Por que era uma traição ter prometido liberdade e depois devolvê-los a seus proprietários.”

2. A traição aos lanceiros e aos infantes negros

“A gente precisa dizer isso: há uma traição aos lanceiros, mas há uma traição aos infantes [que também eram negros] que é menos citada. Os próprios defensores dos farroupilhas de hoje preferem falar só dos lanceiros. Por que? Porque os lanceiros ao menos tinham as suas lanças. Então, isto diminuiria o potencial da traição, pelo menos eles estavam armados. A traição que eles querem esconder é em relação aos infantes[negros], que estes ficaram desarmados e aí foram exterminados.”

3. As denúncias sobre a traição em Porongos

“O próprio Bento Gonçalves diz o seguinte: os caminhos que levavam a Porongos eram tão visíveis que só não veria a aproximação de uma tropa adversária quem não quisesse.”

“E aí surge um sujeito chamado Caldeira, que foi um lanceiro negro. E ele vai dizer: eu conheço isso, eu fui lanceiro. Os sinais da traição são evidentes.”

4. O comandante farroupilha Davi Canabarro e a traição em Porongos

“O Canabarro tinha fama de traidor” [Juremir cita as traições de Canabarro]

“Por que ele teria traído em Porongos? Porque o mais fácil era se livrar de todos aqueles negros. A morte daqueles negros resolvia o problema com o império. Resolvia o problema com os chefes insatisfeitos que hesitavam em aceitar a entrega dos negros[ao império]. E resolvia também o problema de uma possível insatisfação e a revolta destes negros, caso fossem entregues e permanecessem no Rio Grande do Sul.”

5. O destino dos negros que sobreviveram ao Massacre de Porongos

“O império os alugava para as famílias abastadas [do Rio de Janeiro].(…)Especialmente para a atividade mais infamante da época, que era o transporte diário, em barris, dos excrementos das pessoas. Era terrível.(…) E como os excrementos têm um tipo de substância que afeta a pele, isso ia esbranquiçando a pele daqueles negros.(…) Daí o termo “tigrada”. É um termo de origem absolutamente racista.”

“Então, essa revolução (…) que muitos hoje dizem que era abolicionista, ela se financiou vendendo negros no Uruguai. Depois ela usou negros imperiais como mão de obra militar. Depois ela os traiu em Porongos.”

 

Sobre Juremir Machado da Silva

Formado em História e Jornalismo, obteve o Diploma de Estudos Aprofundados e o Doutorado em Sociologia na Universidade Paris V, Sorbonne, onde também fez pós-doutorado. Atualmente é professor titular da PUCRS onde coordenou, de 2003 a 2014, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação. É tradutor, romancista e cronista. Atua como colunista do Correio do Povo desde o ano 2000 e apresenta diariamente, ao lado de Taline Oppitz, o programa Esfera Pública, na Rádio Guaíba. Até o final de 2013, publicou 30 livros individuais, entre eles: História regional da infâmia – o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras” (L&PM, 2010).

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Entrevista com Euzébio Assumpção

“Porongos é a maior traição na história do Rio Grande do Sul. É a maior vergonha dos farrapos (…) o que existe é uma sonegação histórica. Aonde líderes, principalmente de CTGs, eles tentam burlar, eles tentam esconder estes fatos. Por que como explicar que Davi Canabarro, sendo um ícone do tradicionalismo gaúcho, possa ter feito esta vil traição?”

“… aqui é o único lugar onde a perda de uma guerra é comemorada. E este fato serve como um símbolo político de um passado gaúcho que nunca existiu. Isso aí é uma mitologia que foi criada em nome dos farrapos. Os farrapos eles não “existiam”, digamos assim, até o final do século XIX. Depois com o movimento do PRR de Júlio de Castilhos eles vão ser reinventados (…) E hoje em dia nas escolas infelizmente se festeja algo que não se conhece.”

Sobre Jorge Euzébio Assumpção

Formado em História pela PUCRS (1985), pós-graduado pela FAPA e mestre em História pela PUCRS (1995). Atualmente é professor e pesquisador na Unisinos, além de professor titular da SEC-RS. Seu principal foco de pesquisa é a Escravidão e temas relacionados como: resistência, África, charqueada, negro e Rio Grande do Sul. Escreveu o livro Pelotas: “Escravidão e Charqueadas: 1780-1888” (FCM Editora, 2013). E foi organizador dos livros: “O negro no Rio Grande do Sul” (Ministério da Cultura, 2005) e “Nós, os afro-gaúchos” (Ed. Universidade/UFRGS, 1996) entre outros.

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Conheça os personagens citados pelos historiadores

Guerra dos Farrapos: a Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha (1835-1845), foi o maior dos conflitos internos enfrentados pelo governo imperial. Durante dez anos, uma parcela da elite pecuarista rio-grandense, motivada por fatores políticos e econômicos, sustentou uma revolta contra o poder imperial, chegando a proclamar a República Rio-Grandense em 1836.

Lanceiros e infantes negros:  eram trabalhadores escravizados que foram capturados nas fazendas de inimigos.Para lutarem ao lado dos farrapos, este negros receberam da República Riograndense a promessa de liberdade.

Teixeira Nunes (1802 - 1844): conhecido, durante a Revolução Farroupilha, como o Gavião. O coronel Teixeira Nunes comandou o Corpo de Lanceiros Negros.

Porongos: localidade de Pinheiro Machado(RS), onde ocorreu na madrugada de 14 de novembro de 1844 o massacre dos lanceiros negros que lutaram ao lado do General Bento Gonçalves da Silva, sob o comando de David Canabarro, ficando conhecido tal episódio da história como “O Massacre do Cerro dos Porongos”. Em 2007 o Sítio de Porongos foi declarado em Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

Canabarro (1796 – 1867): David Canabarro foi um dos líderes dos farroupilhas. Como chefe dos revoltosos, aceitou a anistia oferecida pelo governo em 18 de dezembro de 1845, através do Duque de Caxias.

 

 

Caxias (1803 – 1880): Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias. Militar, político e monarquista brasileiro. Comandou as forças do império brasileiro na supressão de revoltas como a Balaiada, as Revoltas Liberais e a Revolução Farroupilha. Além de liderar as forças brasileiras na Guerra do Paraguai.

Moringue (1811- 1891): Coronel Francisco Pedro de Abreu ,ou ainda “Chico Pedro” foi o comandante da tropa do império que atacou Porongos em 14 de novembro de 1844.

Bento Gonçalves (1788 - 1847): foi o maior líder da Revolução Farroupilha. Entre 1837 a 1843 foi Presidente da República Rio-Grandense , proclamada pelos farroupilhas.

 

 

 

Antônio de Sousa Netto (1803 – 1866): foi um importante líder farroupilha. Em 11 de setembro de 1836, após a Batalha do Seival, proclamou a República Rio-Grandense, no Campo dos Menezes.  Lutou em diversas batalhas pelos republicanos, tendo comandado o cerco a Porto Alegre, durante vários meses, e a retomada de Rio Pardo, que estava nas mãos dos imperiais.

 

 

Júlio de Castilhos (1860- 1903):  jornalista e político gaúcho. Foi presidente do Rio Grande do Sul por duas vezes de 15 de julho a novembro de 1891 e de 1893 a 1898. e principal autor da Constituição Estadual de 1891. Disseminou o ideário positivista no Brasil.

PRR: Partido Republicano Rio-grandense (PRR) foi um partido político de motivação republicana do estado do Rio Grande do Sul fundado em 23 de fevereiro de 1882, cujo grande líder intelectual era Júlio de Castilhos.

Domingos José de Almeida (1797-1859): No final da década de 1850, o político, charqueador e ex-líder farroupilha denunciou publicamente o conteúdo da correspondência que teria sido enviada pelo então barão de Caxias a Francisco Pedro de Abreu(Moringue). A Carta de Porongos conteria evidências de um acordo prévio entre Caxias (comandante do Exército imperial no conflito) e o líder farroupilha David Canabarro. O objetivo seria favorecer a vitória imperial no combate do Cerro de Porongos. Em determinado trecho, Caxias informaria a Francisco Pedro o local, o dia e o horário para o ataque, garantindo-lhe que a infantaria farroupilha estaria desarmada pelos seus líderes.

Coleção Varela: Já no século XIX, dois grandes historiadores da Revolução Farroupilha, Alfredo Varela e Ferreira Rodrigues trocam farpas publicamente nos jornais da época. Varela afirmando que o líder farroupilha David Canabarro traiu os negros em Porongos e Ferreira Viana negando. E antes deles, Domingos José de Almeida, outro líder farroupilha, denunciou correr risco de vida, mesmo assim, continuou a investigar o que teria havido naquela noite trágica de 14 de novembro de 1844 no acampamento dos negros em Porongos. Os documentos reunidos por ele foram para a guarda de Varela que continuou sua pesquisa. Todo este material de grande valor histórico faz parte hoje da “Coleção Varela” do Arquivo Histórico do RS.

Alfredo Varela (1864 – 1943): foi um dos mais importantes historiadores gaúchos e também um dos Fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. Alfredo Varela, herdou a documentação recolhida por Domingos José de Almeida sobre a Revolução Farroupilha. Por iniciativa própria, transformou esse patrimônio privado em patrimônio público.Autor de uma vasta bibliografia,entre suas obras,estão os seis volumes da “História da Grande Revolução”, de 1933

Alfredo Ferreira Rodrigues (1865-1942): historiador e poeta .Suas pesquisas históricas se concentravam no Rio Grande do Sul, principalmente nos vultos e acontecimentos da Revolução Farroupilha. Entre suas obras estão “A Pacificação do Rio Grande”, “Daví Canabarro e a surprêsa dos Porongos”.

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Carta de Porongos

Correspondência que teria sido enviada pelo então barão de Caxias a Chico Pedro (Francisco Pedro de Abreu, o Moringue). A Carta de Porongos conteria evidências de um acordo prévio entre Caxias (comandante do Exército imperial no conflito) e o líder farroupilha David Canabarro. O objetivo seria favorecer a vitória imperial no combate do Cerro de Porongos. Em determinado trecho, Caxias informaria a Chico Pedro o local, o dia e o horário para o ataque, garantindo-lhe que a infantaria farroupilha estaria desarmada pelos seus líderes.

Ilustração de Thiago Krenning para o programa Nação da TVE-RS, feita a partir do texto original dos Anais do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, volume 7, Porto Alegre: AHRGS,1983, Coleção Alfredo Varela, documento CV3730 pp. 30-31.

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Livros e Filme

1844, Romeu e Julieta (ficção)
Paulo Leônidas e Carlos Raimundo Pereira (2015)
No programa Nação sobre o Massacre de Porongos você pode conferir a entrevista com Carlos Raimundo Pereira um dos autores deste livro. 1844, Romeu e Julieta é uma história de amor e infâmia, baseada na obra universal do dramaturgo inglês, William Shakespeare, e em fatos reais de Porongos.
Em novembro de 1844, ao final da Guerra dos Farrapos, houve uma derradeira batalha. O tempo e a historiografia oficial se encarregaram de omiti-la ou de mal contá-la. A Batalha de Porongos recentemente teve a versão verdadeira reconhecida e revisitada. E versões e republicações é que não faltam para a obra de William Shakespeare, e em especial, para Romeu e Julieta.
Nesta adaptação para um evento histórico regional, Romeu é um combatente, um lanceiro negro, e Julieta a filha de um político farroupilha. Estão do mesmo lado na guerra. Estão em lados opostos na hierarquia social. O amor entre eles é impossível, menos para eles mesmos. Estão em Piratini, sul do Brasil, são contemporâneos de uma guerra civil em seus últimos dias. Fazem parte dela.

 

História regional da infâmia – o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras
Juremir Machado da Silva (L&PM, 2010)
História regional da infâmia – O destino dos negros e outras iniquidades basileiras (ou como se produzem os imaginários) é um livro que contesta os mitos que por séculos sustentaram o imaginário acerca da Revolução Farroupilha. Juremir Machado da Silva, romancista, professor universitário, ensaísta, historiador e tradutor, juntamente com uma equipe de dez pesquisadores, se debruçou sobre 15 mil documentos para trazer à luz este minucioso estudo sobre as verdadeiras causas da Guerra dos Farrapos.
O livro revela em detalhes os bastidores dessa revolução de estancieiros gaúchos que, em quase dez anos de luta, contabilizou menos de 3 mil mortos – número que reduz o conflito a uma dimensão infinitamente menor do que aquela ensinada nas escolas. A partir da análise da mistificação criada por historiadores que não só incharam a história e a importância da revolta, como também deturparam suas principais causas e escolheram seus heróis, o autor mostra que a Revolução Farroupilha acabou bem – ao menos para os seus líderes, que foram regiamente indenizados pelos vencedores imperiais.

 

Negros na Revolução Farroupilha: traição em Porongos e farsa em Ponche Verde
Moacyr Flores (EST Edições, 2004)
Como explicar a manutenção do sistema de escravidão de negros e a traição no massacre de Porongos? Por que os farroupilhas não aboliram a escravidão?
Moacyr Flores reuniu neste livro reflexões sobre a escravidão no período da Guerra Civil dos Farrapos.
O tema mais polêmico é do uso dos escravos na infantaria e na cavalaria, como lanceiros, procurando esclarecer, através da documentação existente na Coleção Varela, no Arquivo Histórico do RS, a traição no combate de Porongos. Por último há uma estreita ligação entre o combate de Porongos e a simulada Convenção de Ponche Verde, que é popularmente conhecida por Tratado de Paz.

 

 

Negros farrapos: hipocrisia racial no sul do Brasil
Spencer Leitman
(capítulo do livro “A Revolução Farroupilha: história e interpretação” | José Hildebrando Dacanal (org.) | Mercado Aberto, 1985)

 

 

 

 

 

 

História da Grande Revolução
Alfredo Varela (6 volumes, Instituto Histórico-Geográfico do Rio Grande do Sul, 1933)

 

 

 

 

 

 

 

Os lanceiros negros na Revolução Farroupilha
Raul Carrion (2005)

 

 

 

 

 

 

 

Guerra Civil no Brasil Meridional 1835-1845
Documentos da Coleção Varela -Anais do arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS e EDIPUCRS, 2009)

 

 

 

 

 

 

Traição farroupilha
Vinicius Pereira de Oliveira e Jobi Salaini (artigo da Revista de História da Biblioteca Nacional – 20/9/2011)

Os lanceiros Francisco Cabinda, João Aleijado, preto Antônio e outros personagens negros na Guerra dos Farrapos
Vinicius Pereira de Oliveira e Daniela Vallandro de Carvalho (EDIPUCRS, 2008)
Páginas 63 a 82 do livro “RS Negro: cartografias sobre a produção do conhecimento”

 

 

 

 

 

Filme – Neto perde sua alma

Sinopse: Antônio de Souza Netto é um general brasileiro que é ferido em plena Guerra do Paraguai e agora está se recuperando no Hospital Militar de Corrientes, na Argentina. Lá ele percebe que coisas estranhas estão ocorrendo ao seu redor, como o capitão de Los Santos acusar o cirurgião de ter amputado suas pernas sem necessidade e reencontrar um antigo camarada, o sargento Caldeira, ex-escravo com quem lutou na Guerra dos Farrapos, ocorrida algumas décadas antes. Juntamente com Caldeira, Netto rememora suas participações na guerra e ainda o encontro com Milonga, jovem escravo que se alistara no Corpo de Lanceiros Negros, além do período em que viveu no exílio no Uruguai.

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Ilustrações

Thiago Krenning – Para o programa Nação sobre o Massacre de Porongos

Lordsir Cabrera – Para o livro 1844, Romeu e Julieta

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Assista o programa na íntegra




2 Comentários para " Nação | Saiba mais – Massacre de Porongos "

  1. Muito obrigado, pelo excelente trabalho sobre o episódio da batalha de porongos. Este é um tema recorrente que precisa ser trazido a tona, e explorado, e disseminado em outras frentes. As fontes em bibliotecas públicas são poucas e na internet são bem falhas e incompletas. Na Wikipedia, está muito pobre. Muito obrigado. Att. FDC.

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