Início > Programa Nação > Nação | Saiba Mais – Autoestima da criança negra

Nação | Saiba Mais – Autoestima da criança negra

HQ Fernandinha e Akin
HQ Fernandinha & Akin
Uma história em quadrinhos sobre racismo e autoestima na infância. E ainda, uma versão para as crianças colorirem e criarem as suas próprias histórias com os personagens.
Canais Jovens Negros
Ouça o que eu digo!
Adolescentes negros criam canais em redes sociais para falar sobre racismo e empoderamento, conquistando em pouco tempo uma legião de fãs. Saiba quem são eles e o que pensam.
Dica de Leitura
Dica de Leitura
Doze livros infantis com personagens negros. De contos africanos à histórias que refletem as dúvidas e inquietações das crianças negras de hoje.

 

Nação - Autoestima da crinça negra
Programa Nação – Autoestima da criança negra
Veja o programa na íntegra
Nação - Vista minha pele
Programa Nação – Vista minha pele
Veja o programa na íntegra
Nação - Lápis de cor
Programa Nação – Lápis de cor
Veja o programa na íntegra

A importância da autoestima

É quase sempre na infância, quando as crianças ainda acreditam que somos todos iguais, que descobrem que são negras e o que isso significa. A rejeição de alguns amiguinhos. A discriminação disfarçada de piadas e brincadeiras. Além da falta de referências que vão desde os contos de fada, passando pela mídia, até situações simples do cotidiano.
Mesmo sem saber o que é preconceito racial, as crianças negras se veem obrigadas a enfrentá-lo. E se já é difícil na fase adulta, na infância o racismo consegue ser ainda mais cruel. Por isso, é tão importante que as famílias e os educadores conversem com os pequenos sobre preconceito, autoestima e empoderamento. Aqui, neste conteúdo extra do programa Nação, estão algumas sugestões que podem ajudar nesta tarefa.

separador

HQ Fernandinha & Akin

Uma história em quadrinhos sobre racismo e autoestima na infância

A dupla Fernandinha & Akin estreou no programa Nação sobre a autoestima da criança negra em novembro de 2015,  agora eles ganham uma história em quadrinhos. Fernandinha é a versão mirim da apresentadora do Nação, Fernanda Carvalho e o desenho dos personagens é uma criação do ilustrador da TVE-RS,Thiago Krening. Nesta história os dois personagens conversam sobre uma situação na escola que deixou Akin muito triste. Descubra porque lendo a HQ Fernandinha & Akin.

Agora é a sua vez!

Crie a sua própria história. Use a HQ em preto e branco para colorir e escrever nos balões o que você quer que os personagens digam!

HQ preto e branco

- Clique aqui para imprimir a HQ

separador

Ouça o que eu digo!

Adolescentes negros criam canais em redes sociais para falar sobre racismo e empoderamento, conquistando em pouco tempo uma legião de fãs. Saiba quem são eles e o que pensam.

Carolina ensina: todo black é power


Cabelo duro? Carolina Monteiro afirma que não!

Carolina Monteiro é uma garota de 8 anos que mora em Divinópolis, Minas Gerais. Com a ajuda da mãe criou, em 2013, o seu próprio canal no Youtube para falar sobre os assuntos que lhe interessam. Dona de uma autoestima incrível, ela conta como se defende daquelas pessoas que insistem em querer mudar o formato de seu cabelo. Cabelo duro? Carolina afirma que não! E ensina: Xingou seu cabelo? Não fique calada!. Além de dar dicas de livros, brincadeiras e moda, o objetivo do canal é compartilhar com outras crianças e adultos como ela constrói uma infância saudável e uma autoestima sólida. O canal de Carolina já está com quase 500 mil visualizações e mais de seis mil seguidores. Conheça, também a página de Carolina no Facebook.

Mc Soffia, a menina pretinha


MC Soffia no Estúdio Showlivre, apresentando uma prévia do seu álbum de estreia.

“Minha música fala sobre racismo, sobre as meninas aceitarem seus cabelos e sobre crianças negras. Quero muito que todas as meninas que escutam meu som passem a se aceitar mais”
MC Soffia

MC Soffia começou a sua carreira aos 6 anos de idade, logo após participar do projeto “O Futuro do Hip Hop”. Hoje, com 11 anos, gosta de produzir sons contestadores sobre paradigmas sociais. Para ela, nascida e criada na periferia de São Paulo, o rap significa “música de força e resistência”. A rapper mirim recebeu, em dezembro de 2015, o Prêmio LiberdaDExpressão – Homenagem e Incentivo à Cultura Hip Hop da Câmara Municipal de São Paulo. O objetivo da homenagem é reconhecer que os jovens da periferia tem como um dos principais instrumentos de trabalho o rap e outros segmentos da cultura hip hop como a voz, a dança e grafite.
Desde a infância, as pessoas sofrem com o racismo. Eu não ia esperar crescer para cantar as coisas que incomodam, entende? Quero mostrar para as meninas da minha idade que é bonito, sim, ter o cabelo crespo. Que somos rainhas. Fico feliz por saber que as pessoas já estejam pirando com as letras”. Soffia, não se importa com o rótulo de “princesinha do rap”. — Eu gosto, até. Mas, como MC, eu canto coisa séria, explica a rapper em uma entrevista ao jornal O Globo.

Atualmente, MC Soffia está em fase de pré-produção de seu primeiro disco, chamado “Menina Pretinha” através de uma campanha de financiamento coletivo. “Quero muito difundir minha mensagem, pois não encontro espaço nos meios tradicionais para dar voz ao que penso. Por isso seu apoio é fundamental!”, disse MC Soffia no lançamento da campanha.

Você pode acompanhar o trabalho e as ideias de Mc Soffia no canal dela no youtube e na sua página oficial no Facebook.

Pedro Henrique e os heróis negros brasileiros


Machado de Assis por Pedro Henrique

O estudante Pedro Henrique Côrtes, de 13 anos, morador da Zona Leste de São Paulo, decidiu compartilhar com outras pessoas a história e as lutas de heróis negros brasileiros através de vídeos produzidos por ele e exibidos no seu canal no Youtube.

A ideia do projeto “Meus heróis negros brasileiros” surgiu após Pedro Henrique assistir à peça “O topo da montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, em outubro.
Ele me pediu de Dia das Crianças um ingresso para a peça. Era o mais jovem da plateia. Foi muito emocionante. Saiu de lá transformado, e me pediu no dia seguinte as biografias de Malcolm X, Martin Luther King e Nelson Mandela. Falei que conseguiria, mas lembrei a ele que, aqui no Brasil, também temos muitos heróis. Meu filho começou a fazer pesquisas na internet e, então, teve a ideia de fazer vídeos sobre esses homens — conta a mãe do jovem, a turismóloga Egnalda Côrtes.

Os primeiros vídeos da série são sobre Zumbi dos PalmaresMachado de Assis, Luiz Gama e João Cândido. Em pouco mais de um mês chegaram a mais de 37 mil visualizações e o seu canal no Youtube já tem mais de 6 mil inscritos. “Quero que outros jovens negros, assim como eu, se inspirem nesses heróis. É muito legal se inspirar em alguém parecido com você. Fala-se muito sobre heróis europeus, bandeirantes, mas quase nada sobre os negros”, afirma Pedro Henrique.
(Com informações do site extra.globo.com publicadas em 16/12/2015)

Conheça também a página de Pedro Henrique no Facebook, Twitter e no Instagram.

separador

Dicas de Leitura

Selecionamos 12 livros infantis onde o universo negro transborda em sabedoria e beleza, sejam nos contos ancestrais africanos ou em histórias que refletem as dúvidas e as inquietações das crianças negras de hoje.

 


Contos Africanos para Crianças Brasileiras

Rogério Andrade Barbosa
Paulinas EditoraO livro reúne dois contos de temas universais e tradicionais, que pertencem à literatura oral de Uganda; o primeiro fala de como nasceu a inimizade entre o gato e o rato, e o segundo, do motivo pelo qual os jabutis têm os cascos “rachados”.

O cabelo de Lelê

Valéria Belém
Companhia Editora NacionaLelê olha pro seu cabelo e pergunta: de onde vem tantos cachinhos? Na busca da origem de seu cabelo, de lá pra cá, Lelê descobre uma infinidade de possibilidades e beleza para seus cabelos enrolados.
A história de Lelê busca valorizar os traços da cultura negra, que foram discriminados por conta de uma extensa história de racismo que, infelizmente, deixa sinais até hoje.
Vó Chica nos ensina

Robertson Frizeiro
ProCultura RS
Quando a gente era pequeno, não tinha nada aqui na vila. Vó Chica era a igreja e o posto de saúde do lugar. Aos poucos, a sabedoria de Vó Chica e seu sorriso tímido e carinhoso fizeram com que ela se tornasse uma espécie de conselheira da comunidade. Neste livro as crianças vão poder conhecer os ensinamentos de Vó Chica, que viveu na Vila Safira, em Porto Alegre, RS, e morreu aos 107 anos de idade. Seu exemplo inspirou também o Projeto Vó Chica.

O casamento da Princesa

Celso Sisto
Ed. PrumoEste livro é uma adaptação de um conto popular africano.A mão da princesa Abena, considerada a “princesa mais bela do mundo” é disputada por dois pretendentes. O coração da princesa quer um, mas ela não se vê no direito de desrespeitar a palavra dada por seu pai ao outro pretendente.
A palavra na tradição africana tem força e não deve ser quebrada. O pai, por sua vez, não impõe sua palavra sobre a da sua filha. Eles se respeitam tanto quanto respeitam a tradição.
O rei, sabiamente, propõe um desafio aos pretendentes. Todos param para ver a disputa pela mão da princesa no dia do casamento.

Pastinha – o menino que virou Mestre de capoeira

José de Jesus Barreto
Ed. SolislunaO livro conta a história de Mestre Pastinha situando o leitor no tempo/espaço em que ele nasceu: Bahia, um ano após a Abolição. Através da leitura podemos conhecer de que forma  a capoeira, prática marginalizada na época, passou a fazer parte da vida dele desde menino tornando-o um grande Mestre. Ao final, o leitor encontra informações sobre a capoeira de Angola e nomes e explicações sobre golpes de capoeira.

O mundo no black power de TayóKiusam de Oliveira
Ed. PeirópolisA autora evidencia o quanto de histórias de luta e de heranças africanas, o cabelo carrega.
Tayó é uma menina que transmite a alegria de ser como é. Seus traços físicos característicos da população negra são evidenciados positivamente e como antecipa o título, seu cabelo “black power” se destaca e é motivo de alegria e orgulho. Diante dos comentários racistas sobre o seu cabelo, a menina tem uma resposta para dar.

Histórias de Ananse
Adwoa Badoe
Edições: SMSão dez contos da tradição oral de Gana que têm como personagem principal Ananse, uma aranha, com atitudes humanas, que faz uso da astúcia e da esperteza para buscar formas de resolver as situações embaraçosas em que se envolve.
As histórias falam de sentimentos como inveja e aceitação de limitações próprias  e também sobre ações como obediência aos mais velhos e o uso da verdade. O livro também fala sobre como é a vida numa aldeia de Gana.

Madiba
Rogério Andrade Barbosa
Ed. CortezDe forma resumida, o autor fala sobre a infância, a família, a escola, a liderança, a prisão, a liberdade e a presidência de Nelson Mandela. Embora seja resumida, alguns detalhes que podem ser considerados importantes, não fugiram ao escritor e nem ao ilustrador. Muito bom para que as crianças possam conhecer um pouco desse líder político, carismático, conhecido no mundo inteiro. Um exemplo de vida e de luta.

As gueledés, a festa das máscaras
Raul Lody
Ed. PallasO autor nos traz uma história contada pelo povo Yorubá. Nela, fala-se sobre o poder das mulheres, principalmente, o de poder ser mãe. Imagine mulheres que à noite, se reúnem e se transformam em diferentes animais. O que a inveja e o medo dos homens não os levariam a fazer? Danças, máscaras, músicas e muito colorido explicam a Festa Gueledé realizada anualmente pelo povo Yorubá.
No final do livro há informações sobre o povo Yorubá que vive na África Ocidental.

Que cor é a minha cor?
Martha Rodrigues
Mazza ediçõesA pergunta que dá título ao livro, nem sempre é uma pergunta fácil de ser respondida. Vemos muitas crianças, jovens e adultos que, ao serem perguntados sobre qual é a sua cor, ficam com dúvidas sobre o que responder.
Nesta história, uma menina começa fazendo a pergunta sobre a cor dela e onde ela pode ser encontrada. Em frases curtas, vai relacionando a sua cor a diferentes objetos e seres, incluindo seus familiares.
Fala da mistura das cores do povo brasileiro.
O Cabelo de Cora
Ana Zarco Câmara
Ed.PallasCora é uma menina que tem o cabelo muito cheio e todo enrolado e um dia recebe o conselho de uma amiga de escola para que fique com o cabelo preso, e assim, mais arrumado. Cora, sem saber o que dizer, vai à procura de uma tia que lhe fala sobre a beleza das diferenças e sobre a não existência de modelos. A partir desta conversa, Cora resgata uma parte de sua história passando a valorizar a força e a beleza de seus cabelos. O livro é todo escrito em versos simples e com rima.
Histórias da África
Gcina Mhlophe
Ed. PaulinasO livro traz dez histórias da tradição oral africana. São histórias de gente e de bicho que falam sobre ética, solidariedade, amor entre outros temas. E também procura explicar a origem das histórias e das relações entre alguns animais.

 

Algumas das dicas selecionadas acima são do blog da professora e Mestre em Educação, Angela Ramos. Lá você pode encontrar uma lista enorme de livros escolhidos a dedo pela educadora e um pouco da sua experiência em sala de aula com estes livros.

separador

É quase sempre na infância, quando as crianças ainda acreditam que somos todos iguais, que descobrem que são negras e o que isso significa. A rejeição de alguns amiguinhos. A discriminação disfarçada de piadas e brincadeiras. Além da falta de referências que vão desde os contos de fada, passando pela mídia, até situações simples do cotidiano.

Mesmo sem saber o que é preconceito racial, as crianças negras se veem obrigadas a enfrentá-lo. E se já é difícil na fase adulta, na infância o racismo consegue ser ainda mais cruel. Por isso, é tão importante que as famílias e os educadores conversem com os pequenos sobre preconceito, autoestima e empoderamento. Aqui, neste conteúdo extra do programa Nação, estão algumas sugestões que podem ajudar nesta tarefa.

Programa Nação – Autoestima da criança negra

O programa Nação sobre a autoestima da criança negra fala sobre a importância da formação étnica das crianças negras e o empoderamento que está começando cada vez mais cedo. Como mostram MC Soffia, 11 anos, e a youtuber Carolina Monteiro, 8 anos, que divulgam suas ideias através das redes sociais.

Programa Nação – Vista Minha Pele

O programa Nação apresenta o filme “Vista Minha Pele” que propõe uma reflexão sobre o racismo e o preconceito em sala de aula. Dirigido pelo cineasta Joel Zito de Araújo, o curta-metragem se baseia em uma realidade invertida, uma sociedade onde os negros compõem a classe dominante, enquanto os brancos figuram como ex-escravizados.

Programa Nação – Lápis de Cor

O programa Nação exibe “Lápis de Cor”, um documentário sobre a questão do lápis cor da pele, com o qual as crianças negras não se identificam. Dirigido por Larissa Fulana de Tal, integrante do movimento de cinema negro Tela Preta, o filme questiona a representação racial no universo infantil e como o padrão de beleza vigente afeta a autoestima das crianças negras.




Interações

Poste seu comentário, envie seu vídeo!
Nos ajude a contar histórias mais completas somando o seus conteúdos aos nossos.
Para saber como enviar seu vídeo, [clique aqui].





Copyright © 2009 TVE. All rights reserved.
Designed by Theme Junkie. Powered by WordPress.