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Qualificado como “a novela do periférico brasileiro” por Mc Pelé, o programa Hip Hop Sul mostra a realidade das influências da cultura Hip Hop por um ângulo não mostrado nas telenovelas globais. Hip Hop Sul qualifica e colabora com a formação do jovem sem oportunidades, que vive da música e influencia outros artistas com o estilo que teve início nas camadas menos desenvolvidas da sociedade. Diferente do jovem bandido, drogado e excluído socialmente, aqui, o rapper entrevistado e contemplado pelo programa assume um caráter de ator-social, ao mesmo tempo interpreta musicalmente e cumpre uma função crucial para a comunidade: o papel de mostrar aos jovens da periferia a solução para as drogas e o mundo do crime. A música é a estratégia utilizada pelos apresentadores Grandmaster Nezzo e Rafael do Hip Hop para levar a informação à periferia. Eles assumem mais do que uma função midiática, adquirindo o papel de educadores, mostrando os diversos lados da cultura Hip Hop já impregnada na periferia, sobre um viés cultural e intrínseco ao universo das classes menos favorecidas. O discurso e a lição de moral apontadas como meio de educar os jovens sem ascensão social não é utilizado pelo programa. Essa estratégia massante e sem resultados é convertida na educação pela música. O meio de divulgar lições sobre política, violência e drogas deve estar impregnado na comunidade e nada melhor do que a música para propagar o ideal social do programa.
O programa já foi gravado em mais de 20 municípios do Estado. Também esteve na Rocinha, no Rio de Janeiro, e na capital de São Paulo. As gravações são feitas nas vilas e bairros da periferia, contando com a participação dos moradores.
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